26 de junho de 2015

A História muda a Moda – 1920

Curiosidades

Sempre achei interessante como a moda em 1920 é diferente do estilo delicado e romântico usado até então… mas como sabemos, a história e a moda andam juntas e neste caso não foi diferente.

Com a Primeira Guerra Mundial, as mulheres tiveram de trabalhar, e precisaram adequar suas roupas para a nova vida. http://petitandy.com

Enquanto os homens eram convocados para a Primeira Guerra Mundial, as mulheres se viram sozinhas pela primeira vez na história e se sentiram “pressionadas” a entrar no mercado de trabalho.

Esta mudança de comportamento fez com que percebessem que precisavam adequar suas vestimentas a sua nova rotina, pois descobriram que seu trajes eram elaborados e volumosos demais, atrapalhando na execução de suas funções.

Quando chegou o fim da guerra as pessoas estavam otimistas, fazendo com que desejassem poder comemorar todos os dias esta esperança de tempos melhores.
Otimismo que era impulsionado por uma época de ouro na Bolsa de Nova York.

Com a Primeira Guerra Mundial, as mulheres tiveram de trabalhar, e precisaram adequar suas roupas para a nova vida. http://petitandy.com

Quando os soldados voltaram para suas famílias encontraram uma nova mulher, que havia provado o gosto da independência e iniciado o caminho pela descoberta do seu valor.

Alguns homens se incomodaram com as pernas das moças a mostra, religiosos declaravam imoral e até leis tentaram restringir o cumprimento das saias (não poderiam ser mais de 8cm acima do tornozelo), mas foi tudo em vão.

Principais Mudanças

  • Cabelos e Chapéus:

Com a Primeira Guerra Mundial, as mulheres tiveram de trabalhar, e precisaram adequar suas roupas para a nova vida. http://petitandy.comBem mais “masculinizado” do que o anterior, o novo estilo fez a cabeça das moças – literalmente!
O corte de cabelo mais pedido era o chanel bem curtinho (la garçonne ou bob). Coco Chanel foi uma das primeiras a utilizar este corte, e o popularizou.
Ao contrário do corte de cabelo, o que ficou totalmente fora de moda foram as testas. Isso mesmo, as testas!

Cobrir a testa era regra. Seja com a própria franja, com um lenço ou com chapéu. Ah, o chapéu…

Sou uma fã assumida de chapéus! Acho uma graça os modelos usados nesta época (brim ou cloche)!
Usados bem afundados na cabeça, eles faziam com que fosse necessário levantar um pouco o rosto para se ver direito os olhos das moças.

Os homens procuravam estar sempre impecáveis.
Em dia com a barba e com o bigode (quando tinham), com os cabelos bem cortados e penteados para trás. Os chapéus também eram importante para eles, claro.

Suas cartolas (classe alta), fedoras (originalmente feito para as mulheres, ganhou popularidade entre os homens quando os gângster passaram a usá-lo, principalmente Al Capone – classe média) ou boné (estilo aqueles que vemos os meninos vendendo jornais em filmes – classe trabalhadora)

  • Cinema e Música:

Com a Primeira Guerra Mundial, as mulheres tiveram de trabalhar, e precisaram adequar suas roupas para a nova vida. http://petitandy.comConhecida como “Era do Jazz“, iniciou-se então a indústria musical. Louis Armstrong era um dos nomes mais falados no mundo da música.

 

No cinema. os filmes mudos começavam a entrar em decadência, dando lugar aos filmes falados e pela primeira vez, transformando suas divas em ícones de moda. Com esta novidade, os figurinos de filmes começaram a ser elaborados por estilistas, dando espaço para as primeiras mulheres sex simbols:

Clara Bow ficou conhecida por ser uma das primeiras atrizes com o típico estilo da mulher dos anos 20.  Exatamente por isso ficou conhecida como “garota rebelde”.

Greta Garbo é a grande estrela da época. Sueca, possuía um estilo “misterioso” (sendo na verdade resultado de várias fobias), e acabou sendo eleita a quinta maior lenda do cinema pelo Instituto Americano de Cinema.

– Joséphine Baker foi a primeira estrela de filmes afro-americana e mesmo com um corpo cheio de curvas e “fora dos padrões”, fez um grande sucesso. Exótica, se utilizava de acessórios tão inusitados como ela, como frutas, fitas, grandes decotes e plumas.

Marlene Dietrich era a atriz mais bem paga da época. Pessoalmente, acho o seu estilo mais ousado – sendo realmente masculinizado, chegando até a usar gravatas.

Theda Bara é a mais contrastante das atrizes citadas. Com seus cabelos longos, foi a primeira a trazer o uso de rímel para o cinema, lançando uma espécie de estilo gótico com referencias egípcias. Seu estilo ficou conhecido como “vamp” e foi bem explorado pelos filmes de terror que surgiam, e aplicados no cinema expressionista alemão.

  • Cosméticos / Maquiagem:

Com a Primeira Guerra Mundial, as mulheres tiveram de trabalhar, e precisaram adequar suas roupas para a nova vida. http://petitandy.comPor incrível que pareça, a maquiagem foi um ato ousado.
Até este momento ela era utilizada de maneira suave, pois maquiagem mais evidente era utilizada por prostitutas (mas ainda era leve, comparada com a maquiagem que usamos atualmente).

As mulheres pintavam os olhos de preto para que ficassem marcantes e expressivos. Usava-se rímel e delineador (na verdade, um produto chamado kohl).
Quanto mais carregado melhor, pois o foco de atenção tem de ser o olhar!

Suas sobrancelhas eram afinadas, para serem então contornadas com lápis.
Quanto ao batom e sua nova versão em bastão, a preferência era pelo batom batom vermelho, que muitas vezes dava o formato de coração aos lábios.

Fumando suas piteiras, as garotas mais inovadoras poderiam retocar sua maquiagem em público.
Elas normalmente carregavam um espelho, blush, batom e pó compacto (que poderia dar a cor pálida com pó de arroz ou bronzeada para a moça queira demonstrar que tem uma vida de lazer, sem a necessidade de trabalhar).

 

  • Roupas e Acessórios ( + Melindrosas):

Com a Primeira Guerra Mundial, as mulheres tiveram de trabalhar, e precisaram adequar suas roupas para a nova vida. http://petitandy.comAs mulheres que agora se tornavam mais independentes e ousadas, passaram a adotar um estilo extremamente diferente de se vestir.

Trocaram seus espartilhos por corpetes que achatavam o busto e iam até o quadril, disfarçando suas curvas e conquistando o visual “masculino” e infantil ao corpo. Para as mais elegantes, a inspiração era a Coco Chanel.

Os vestidos usado no dia-a-dia variavam de comprimento, indo dos tornozelos até a batata das pernas. Vestidos mais curtos eram apenas para dançarem o Charleston, onde os vestidos deixavam seus joelhos e um pouco das coxas aparecerem ao dançarem, causando um alvoroço entre os homens…

Ao contrário do que se pensa, seus vestidos eram coloridos, vibrantes e normalmente de tecido leve.
Esta confusão se deve pelo fato de que os registros que temos da época são fotos em preto e branco, perdendo a alegria das roupas.

Usar um estilo mais simplificado de roupas (reto, solto e de cintura rebaixada aos quadris) permitiu que conseguissem costurar suas próprias peças.
Esta grande novidade permitiu que muitas mulheres aprendessem a costurar para baratear os custos.

Para os acessórios não havia timidez. Extravagantes, se usava muitas plumas, miçangas e pérolas. O objetivo era dar sempre muita elegância, sem tirar o movimento.

Conquistaram um lugar no mercado de trabalho, fumavam, bebiam e defendiam o direito ao voto feminino.
Muitos pensam que foi uma era de liberdade para as mulheres, e estão parcialmente certos.

Se retiraram o corpete, elas esqueceram de se livrar das neuroses femininas com o corpo.
Pela primeira vez na história vemos um número significativo de distúrbios alimentares como a anorexia, e a invenção de vários tipos de dietas.
Isso quer dizer que a mulher que buscava quebrar os padrões da sociedade, sem perceber, se deixou oprimir.

Com a Primeira Guerra Mundial, as mulheres tiveram de trabalhar, e precisaram adequar suas roupas para a nova vida. http://petitandy.com

Como toda festa tem um fim, a década de XX não foi diferente.

No fim da Primeira Guerra Mundial os Estados Unidos eram os “credores mundiais’, e continuaram com a economia superaquecida ao final da guerra, pois a Europa precisava se reconstruir – esta euforia econômica gerou o famoso “American Way of Life“.
Quando a Europa se recupera, no final da década, os Estados Unidos começa a diminuir suas vendas (exportações), gerando estoque e levando as empresas demitem funcionários… o que só piora a crise, pois o desemprego reduz o consumo (a famosa “Crise de 1929“).

Como sabemos, uma crise nos Estados Unidos tem consequências no mundo todo (menos a União Soviética, que por ser socialista, funcionava separadamente dos demais países e não foi afetada) então com empresas e indústrias quebrando por todos os lados, o clima que era de busca incessante por mudança vivido nesta década e refletido na moda, é substituído pelo medo do desemprego. Este medo de passar necessidade toma o lugar de uma sociedade que havia se acostumado a esbanjar e voltam procurar o que é seguro.

A volta para o conhecido causa um “retrocesso” na sociedade e também na moda, que volta para as saias longas, cabelos longos e voltando a cintura ao seu lugar original.

Enquanto isso, na Alemanha, Hitler ascendia ao poder e era bem sucedido ao modernizar a indústria nacional e salvar as pessoas da crise. A população fica animada com o resultado e começam a seguir Hitler fielmente, iniciando o que seria a Segunda Guerra Mundial e encerrando a década.

Com a Primeira Guerra Mundial, as mulheres tiveram de trabalhar, e precisaram adequar suas roupas para a nova vida. http://petitandy.comFilmes para se inspirar:

– Os Intocáveis
– Meia Noite em Paris
– O Grande Gatsby

Fontes:
http://www.catwalkyourself.com/
http://modahistorica.blogspot.com.br/
http://blog.textilsantaines.com.br/

 

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Andréia Campos
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2 comentários
  1. NOSSA SEU BLOG TEM MUITO CONTEÚDO LEGAL!
    VOU ACOMPANHAR SEMPRE, PARABÉNS!
    BEIJOS,
    VIVI

    • Ohnnnn!!!
      Você fez uma pessoa muito feliz agora! Super obrigada!!! :)
      Eu gostei muito do seu também! Muito conteúdo, parece até um jornal de notícia literária, hehehe!

      Beijos e obrigada pela companhia!
      Andréia

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