08 de março de 2017

Igualdade de Gênero entre Mulheres

Rotina

Não sei se todos que estão lendo este texto sabem, mas eu venho do famoso “mundo corporativo”… porém ao contrário da maioria das pessoas, não posso dizer que ele seja de todo ruim. Que quem faz este “mundo corporativo” são as pessoas que estão nele, por isso ele pode mudar tanto.

Todos dizem que o ambiente corporativo é machista, e posso dizer que é mesmo… mas em todos os casos que presenciei e consigo me lembrar agora, quem oprimia e subjugava mulheres era outra mulher.

Antes que pensem se tratar de um problema isolado, acreditem: eu vi várias mulheres oprimindo outras várias mulheres. http://petitandy.comOrigem da Imagem

Antes que pensem se tratar de um problema isolado, acreditem: eu vi várias mulheres oprimindo outras várias mulheres.
E o pior… quanto maior a idade da mulher opressora, pior era seu preconceito com a capacidade de outras mulheres!

É realmente chocante você pensar que uma pessoa que deve ter enfrentado várias dificuldades para chegar até um cargo de liderança simplesmente por ser mulher, tem extremo preconceito com outras que estão tentando se desenvolver na carreira!

Por sorte tive diretoras que eram extremamente competentes e estimulavam meu crescimento…. com exceção de uma.
Esta diretora em específico tratava todas as demais como secretárias… independente desta ser ou não sua função. Jamais compartilhava uma tarefa desafiadora, que fosse estimular as funcionárias, ou incentivava promoções.

E mesmo vendo minhas colegas se esforçando, outras mulheres jamais reconheciam sua capacidade e dedicação.
Só conseguiam se referir a outras mulheres quando era para comentar que alguém teve que sair mais cedo para buscar o filho que passou mal na escola, ou que teve muita cólica e não pode comparecer ao escritório hoje (mesmo a pessoa estando com completo acesso remoto).

Mas com os homens…. ah, eles deveriam ser desenvolvidos para a liderança!

Acho que nem preciso dizer que esta situação sempre me incomodava demais.

Antes que pensem se tratar de um problema isolado, acreditem: eu vi várias mulheres oprimindo outras várias mulheres. http://petitandy.comOrigem da Imagem

Não sou estudiosa no assunto, mas minha crença pessoal me diz que qualquer mudança começa em nós.

Acredito que enquanto tantas mulheres subjugarem a capacidade do seu próprio gênero, ou as encararem como capazes de exercerem apenas funções de subserviência, não conseguiremos atingir nossos objetivos de igualdade. Como fazer com que o outro gênero nos aceite quando nós mesmas não nos respeitamos?

Fico pensando se temos como mudar estas mulheres… talvez seja muito tarde para elas.

Talvez a solução seja realmente enfrentar a sociedade agora.
Educar ao máximo as nossas crianças, para que quando elas chegarem na mesma posição destas outras mulheres, ai sim elas possam tratar a todos com igualdade.

Mas se eu puder deixar algum recado com este texto, que seja: mulheres, deem o exemplo na igualdade de gênero!

Andréia Campos
12 de dezembro de 2016

Por que é fácil lembrar de piada ruim?

Curiosidades

Quem nunca ficou com uma piada ruim na cabeça?
Mas se é tão chato assim, porque não conseguimos esquece-las?

Pode parecer absurdo, mas existe uma explicação científica para o fato.

Quem nunca ficou com uma piada ruim na cabeça? Mas se é tão chato assim, porque não conseguimos esquece-las? http://petitandy.com

Piadas boas tomam um caminho aparentemente previsível, mas então acontece algo que não estávamos imaginando. É esta surpresa que causa nossa risada.
De acordo com cientistas o mesmo motivo da graça, a imprevisibilidade, é o motivo pelo qual temos dificuldade de lembrar de boas piadas. Elas não seguem uma linha lógica e nosso cérebro tem dificuldade com sua memorização… o que não acontece com boas músicas, por exemplo, devido as rimas e ritmos.

Quem nunca ficou com uma piada ruim na cabeça? Mas se é tão chato assim, porque não conseguimos esquece-las? http://petitandy.com

Já as piadas ruins funcionam exatamente ao contrário.

Elas seguem um caminho mais lógico do que as boas, normalmente não trazendo grandes surpresas, o que faz com que o cérebro ache um caminho muito mais fácil para armazená-la.

Andréia Campos
14 de novembro de 2016

Curiosidade: a Cor Azul Existe?

Curiosidades

O título deste post é uma pergunta real que foi respondida por um filósofo e linguista, e por um psicólogo.

Mas acredite se puder, a ciência afirma que seres humanos podem não perceber alguns elementos, como uma cor, caso não tenham uma maneira de os descrever.

A ciência afirma que seres humanos podem não perceber alguns elementos, como uma cor, caso não tenham uma maneira de os descrever. http://petitandy.comfoto de autoria própria

William Gladstone, ex-primeiro ministro da Grã-Bretanha e grande fã do poeta Homero, foi o primeiro a chamar a atenção para o fato.
Eventualmente ele percebeu que apesar do nível de detalhamento dos objetos descritos pelo escritor, a cor azul não era citada em nenhuma de suas obras.
Gladstone pesquisou então em outros livros gregos e descobriu que a palavra realmente não existia na cultura grega.

Lazarus Geiger (filósofo e linguista)  ficou sabendo desta pesquisa e resolveu expandi-la para outras culturas e comprovou que nenhuma delas possuía o “conhecimento” da cor azul.
Foi então que Lazarus descobriu que existia um padrão para o descobrimento das cores nas culturas: primeiro claro e escuro, depois branco e preto, o vermelho (sangue) , o amarelo (sol), verde (matas) e só bem depois surge o azul.

Até este momento se havia entendido que esta ordem era facilmente explicada pela evolução de uma sociedade.
Quanto mais complexa, mais ela precisa de palavras para descrever o que conhece. O avanço tecnológico também influenciava na descoberta e manuseio dos pigmentos, o que fez com que o azul, uma cor difícil de se obter e pouco encontrada na natureza, fosse a última a ser obtida.

A ciência afirma que seres humanos podem não perceber alguns elementos, como uma cor, caso não tenham uma maneira de os descrever. http://petitandy.comfoto de autoria própria

Foi então que o psicólogo Jules Davidoff resolveu pesquisar nosso entendimento sobre a cor azul.

Jules fez um experimento com uma tribo na África que não uma palavra para descrever a cor azul, mas possui várias palavras para diferentes tons de verde.
Ele mostrou onze quadrados verdes e um azul aos integrantes da tribo e pediu para que identificassem o diferente. Como podemos imaginar, eles não souberam identificar.
Quando o quadrado azul foi substituído por um verde de um tom levemente diferente, ele foi notado rapidamente por todos.

Ainda não satisfeito, ele resolveu aproveitar que sua filha estava em fase de alfabetização e continuar sua pesquisa com ela.

Davidoff ensinou todas as cores para sua filha, inclusive a cor azul, mas não lhe disse de que cor eram os objetos.
Com o passar do tempo ele foi a testando, apontando para coisas e lhe perguntando suas cores. A menina respondia a todos rapidamente… com exceção do céu e da água. Ela não entendia o conceito de “cor” para estas coisas.

Com isso o psicólogo pode entender que o processo de dar cor às coisas está ligado a objetos, mas fazê-lo com coisas abstratas, como o céu, exige uma evolução maior de raciocínio.


*esta matéria foi inspirada pelo Dia Mundial do Diabetes (“Novembro Azul”).  Para saber mais sobre a campanha e as ações que ocorrerão clique aqui.

** conheça a Stephanie Ferreira, do blog Quase Mineira, que conta sobre como é conviver com a diabetes em sua coluna Vida Sem Açúcar.

Andréia Campos
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