04 de janeiro de 2017

Origem do Mito: Quebrar Espelho dá Azar

Curiosidades

Esta semana minha mãe quebrou um espelho, que havia descolado de uma caixa que uso para guardar meus brincos.
Enquanto eu só falava para ela não se preocupar pois eu nem usava este espelho, ela comentou: “Puxa, será que vou ter sete anos de azar?”

Mesmo sendo na brincadeira, logo pensamos… de onde será que veio este medo de se quebrar espelhos?
E quem o associou com sete anos de azar?

De onde será que veio este medo de se quebrar espelhos? E quem o associou com sete anos de azar? http://petitandy.comfoto de autoria própria

Se você for pesquisar a origem deste mito vai achar a resposta em duas partes.

A primeira aparenta ter tido origem na Grécia.
Os gregos davam muita importância ao reflexo, tendo até métodos de previsão sobre o futuro refletindo a imagem de uma pessoa em um copo ou tigela com água. Ferir este reflexo seria como ferir a alma da própria pessoa.

Também existe a lenda grega de Narciso, um homem tão belo e tão egoísta, que se apaixonou por seu próprio reflexo em um rio e acabou morrendo de fome por não deixar de se admirar nem para se alimentar.

A parte dos sete anos de azar provavelmente foi somada pelos romanos, que acreditavam que a vida seguia ciclos que se renovavam a cada sete anos. Por isso, se algo ruim acontecesse seria necessário esperar que o ciclo de sete anos se acabasse para poder se livrar do azar.

De onde será que veio este medo de se quebrar espelhos? E quem o associou com sete anos de azar? http://petitandy.comfoto de autoria própria

Em minhas pesquisas achei uma segunda explicação possível que parece ser bem menos aceita, mas para mim faz mais sentido…

Por muitas décadas os espelhos eram extremamente caros e de difícil aquisição, o que acabava indicando um status de seus possuidores.
Para evitar que seus empregados os quebrassem ou trincassem durante seus afazeres diários, muitos de seus donos acabaram incentivando seus empregados a acreditarem que teriam suas almas presas caso quebrassem os espelhos.

Mas e você? Em qual você acredita mais?

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Andréia Campos
12 de dezembro de 2016

Por que é fácil lembrar de piada ruim?

Curiosidades

Quem nunca ficou com uma piada ruim na cabeça?
Mas se é tão chato assim, porque não conseguimos esquece-las?

Pode parecer absurdo, mas existe uma explicação científica para o fato.

Quem nunca ficou com uma piada ruim na cabeça? Mas se é tão chato assim, porque não conseguimos esquece-las? http://petitandy.com

Piadas boas tomam um caminho aparentemente previsível, mas então acontece algo que não estávamos imaginando. É esta surpresa que causa nossa risada.
De acordo com cientistas o mesmo motivo da graça, a imprevisibilidade, é o motivo pelo qual temos dificuldade de lembrar de boas piadas. Elas não seguem uma linha lógica e nosso cérebro tem dificuldade com sua memorização… o que não acontece com boas músicas, por exemplo, devido as rimas e ritmos.

Quem nunca ficou com uma piada ruim na cabeça? Mas se é tão chato assim, porque não conseguimos esquece-las? http://petitandy.com

Já as piadas ruins funcionam exatamente ao contrário.

Elas seguem um caminho mais lógico do que as boas, normalmente não trazendo grandes surpresas, o que faz com que o cérebro ache um caminho muito mais fácil para armazená-la.

Andréia Campos
14 de novembro de 2016

Curiosidade: a Cor Azul Existe?

Curiosidades

O título deste post é uma pergunta real que foi respondida por um filósofo e linguista, e por um psicólogo.

Mas acredite se puder, a ciência afirma que seres humanos podem não perceber alguns elementos, como uma cor, caso não tenham uma maneira de os descrever.

A ciência afirma que seres humanos podem não perceber alguns elementos, como uma cor, caso não tenham uma maneira de os descrever. http://petitandy.comfoto de autoria própria

William Gladstone, ex-primeiro ministro da Grã-Bretanha e grande fã do poeta Homero, foi o primeiro a chamar a atenção para o fato.
Eventualmente ele percebeu que apesar do nível de detalhamento dos objetos descritos pelo escritor, a cor azul não era citada em nenhuma de suas obras.
Gladstone pesquisou então em outros livros gregos e descobriu que a palavra realmente não existia na cultura grega.

Lazarus Geiger (filósofo e linguista)  ficou sabendo desta pesquisa e resolveu expandi-la para outras culturas e comprovou que nenhuma delas possuía o “conhecimento” da cor azul.
Foi então que Lazarus descobriu que existia um padrão para o descobrimento das cores nas culturas: primeiro claro e escuro, depois branco e preto, o vermelho (sangue) , o amarelo (sol), verde (matas) e só bem depois surge o azul.

Até este momento se havia entendido que esta ordem era facilmente explicada pela evolução de uma sociedade.
Quanto mais complexa, mais ela precisa de palavras para descrever o que conhece. O avanço tecnológico também influenciava na descoberta e manuseio dos pigmentos, o que fez com que o azul, uma cor difícil de se obter e pouco encontrada na natureza, fosse a última a ser obtida.

A ciência afirma que seres humanos podem não perceber alguns elementos, como uma cor, caso não tenham uma maneira de os descrever. http://petitandy.comfoto de autoria própria

Foi então que o psicólogo Jules Davidoff resolveu pesquisar nosso entendimento sobre a cor azul.

Jules fez um experimento com uma tribo na África que não uma palavra para descrever a cor azul, mas possui várias palavras para diferentes tons de verde.
Ele mostrou onze quadrados verdes e um azul aos integrantes da tribo e pediu para que identificassem o diferente. Como podemos imaginar, eles não souberam identificar.
Quando o quadrado azul foi substituído por um verde de um tom levemente diferente, ele foi notado rapidamente por todos.

Ainda não satisfeito, ele resolveu aproveitar que sua filha estava em fase de alfabetização e continuar sua pesquisa com ela.

Davidoff ensinou todas as cores para sua filha, inclusive a cor azul, mas não lhe disse de que cor eram os objetos.
Com o passar do tempo ele foi a testando, apontando para coisas e lhe perguntando suas cores. A menina respondia a todos rapidamente… com exceção do céu e da água. Ela não entendia o conceito de “cor” para estas coisas.

Com isso o psicólogo pode entender que o processo de dar cor às coisas está ligado a objetos, mas fazê-lo com coisas abstratas, como o céu, exige uma evolução maior de raciocínio.


*esta matéria foi inspirada pelo Dia Mundial do Diabetes (“Novembro Azul”).  Para saber mais sobre a campanha e as ações que ocorrerão clique aqui.

** conheça a Stephanie Ferreira, do blog Quase Mineira, que conta sobre como é conviver com a diabetes em sua coluna Vida Sem Açúcar.

Andréia Campos
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