09 de Março de 2016

Origem do Conto: Cinderela

Curiosidades

No começo do blog eu fiz um post super completo sobre a origem do conto da Branca de Neve.

O post fez sucesso e muita gente pediu mais informações sobre as outras princesas… então, resolvi dar continuidade ao assunto!

E a princesa escolhida desta vez foi a… Cinderela!

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Versão Mais Antiga

Esta versão se encontra registrada em um livro de mágicas e contos sobrenaturais chinês chamado “Yuyang Tsatsu“.

Apesar de não haver registros precisos de sua criação, sabe-se que o Tuan Ch’eng-shih (oi?) foi o responsável por colocá-la no papel, e portanto tem de ser anterior ao ano de sua morte, em 863 D.C.

Tuan era filho de um primeiro ministro, e portanto, um dos poucos letrados da região. Seu interesse por contos populares orientais e histórias budistas sobrenaturais era enorme, fazendo com que acabasse os documentando.
Este conto em particular lhe foi contado por uma servo de sua família, Li Shih-yüan, que descendia dos “aborígenes” (povo das cavernas) da região.

A Cinderela chinesa
(Do “Yuyang Tsatsu”, século IX)

Certa vez, havia um chefe das cavernas da montanha a quem os nativos chamavam chefe Wu. Ele se casou com duas mulheres uma das quais morreu deixando-lhe uma menina chamada Yeh Hsien. Essa menina era muito inteligente e habilidosa no bordado a ouro e o pai amava-a ternamente, mas, quando êle morreu, viu-se maltratada pela madrasta que seguidamente a forçava a cortar lenha e mandava-a a lugares perigosos para apanhar água em poços profundos.

Um dia, Yeh Hsien pescou um peixe com mais de duas polegadas de comprimento e que tinha as barbatanas vermelhas e os olhos dourados. Trouxe-o para casa e o pôs numa vasilha com água. Cada dia o peixe crescia mais e tanto cresceu que, finalmente, a vasilha não lhe serviu mais e a menina o soltou numa lagoa que havia por trás de sua casa. Yeh Hsien costumava alimentá-lo com as sobras de sua comida. Quando ela chegava à lagoa, o peixe vinha até a superfície e descansava a cabeça na margem, mas se alguém se aproximasse não aparecia.

 

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No dia seguinte, Yeh Hsien voltou e ao aproximar-se da lagoa verificou que o peixe desaparecera. Correu para chorar escondida no meio do mato e nisso um homem de cabelo desgrenhado e coberto de andrajos desceu dos céus e a consolou, dizendo: – “Não chore. Sua mãe matou o peixe e enterrou os ossos num monturo. Vá para casa, leve os ossos para seu quarto e os esconda. Tudo o que você quiser peça que lhe será concedido”. Yeh Hsien seguiu o conselho e pouco tempo depois tinha uma porção de ouro, de jóias e roupas de tecido tão caro que seriam capazes de deleitar o coração de qualquer donzela.

 

Na noite de uma festa tradicional chinesa, Yeh Hsien recebeu ordens de ficar em casa para tomar conta do pomar. Quando a jovem solitária viu que a mãe já ia longe, meteu-se num vestido de seda verde e seguiu-a até o local a festa. A irmã, que a reconhecera virou-se para a mãe dizendo: – “Não acha aquela jovem estranhamente parecida com minha irmã mais velha ?” A mãe também teve a impressão de reconhecê-la. Quando Yeh Hsien percebeu que a fitavam, correu, mas com tal pressa que perdeu um dos sapatinhos, o qual foi cair nas mãos dos populares.

 

Quando a mãe voltou para casa encontrou a filha dormindo com os braços ao redor de uma árvore; assim pôs de lado qualquer pensamento que pudesse ter sido acerca da identidade da jovem ricamente vestida.

 

Ora, perto das cavernas, havia um reino insular chamado T’o Huan. Por intermédio de forte exército governava duas vezes doze ilhas e suas águas territoriais cobriam vários milhares de li. O povo vendeu, portanto, o sapatinho para o Reino T’o Huan, onde foi ter às mãos do rei. O rei fêz as suas mulheres experimentá-lo, mas o sapatinho era cerca de uma polegada menor dos das que tinham os menores pés. Depois fez com que o experimentassem todas as mulheres do reino sem que nenhuma conseguisse calçá-lo.

 

O rei, então, suspeitou que o homem que o tinha levado o tivesse obtido por meios mágicos e mandou aprisioná-lo e torturá-lo. Mas o pobre infeliz nada pôde dizer sobre a procedência do sapato. Finalmente, emissários e correios foram enviados pela estrada para irem de casa em casa a fim de prenderem quem quer que tivesse o outro sapatinho. O rei estava muito intrigado.

 

A casa foi encontrada, bem como Yeh Hsien. Fizeram-na calçar os sapatinhos e eles couberam perfeitamente. Depois ela apareceu com os sapatinhos e o vestido de seda verde tal como uma deusa. Mandaram contar o caso ao rei e o rei levou Yeh Hsien para seu palácio na ilha juntamente com os ossos do peixe.

 

Assim que Yeh Hsien foi levada, a mãe e a irmã foram mortas a pedradas. Os populares apiedaram-se delas, sepultando-as num buraco e erigindo um túmulo a que deu o nome de “Túmulo das Arrependidas”. Passaram a reverenciá-las como espíritos casamenteiros e sempre que alguém pedia-lhes uma graça no sentido de arranjar ou ser feliz em negócios de casamento tinha certeza de que sua prece era atendida.

 

O rei voltou à sua ilha e fêz de Yeh Hsien sua primeira espôsa. Mas durante o primeiro ano de seu casamento, ele pediu aos ossos do peixe tantos jades e coisas preciosas que eles se recusaram a conceder-lhe mais desejos. Por isso o rei pegou os ossos e enterrou-os bem perto do mar, junto com uma centena de pérolas e uma porção de ouro. Quando seus soldados se rebelaram contra ele, foi ter ao lugar em que enterrara os ossos, mas a maré os levara e nunca mais foram encontrados até hoje. Essa história me foi contada por um velho servo de minha família, Li Shih-yüan. Ele descendia de um povo chamado Yungchow e sabia de muitas historias estranhas do sul.

Conto retirado do site Chinês Clássico.

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Versão dos Irmãos Grimm

Como sempre, a versão dos irmãos costuma ser uma das mais sombrias.

Bem parecida com a versão da Disney em seu começo, a história só começa a mudar quando o comerciante, pai de Cinderela, precisa ir a cidade e pergunta as filhas se elas gostariam que ele as trouxesse algo.
No retorno o pai entregou as encomendas: vestidos finos e joias para as enteadas, e um ramo verde da primeira árvore que encontrou no caminho de volta para sua filha.
Cinderela plantou o galho junto ao túmulo de sua mãe, e chorou as tristezas que lhe aconteciam desde que seu pai casou novamente. Ela chorou tanto que o galho brotou e neste lugar cresceu uma grande e bela oliveira.

No dia do baile que seria dado pelo príncipe, a madrasta impediu a moça de ir a festa, como sabemos. Porém nesta versão, após ajudar as irmãs a se arrumarem, ela vai chorar ao pé da oliveira e recebe a visita de pombos, que dizem ajudá-la e atender qualquer pedido.

São três dias de festa cedidos pelo príncipe, e a cada dia o pássaro lhe cede vestidos e joias mais finas!
Ela fica tão linda que nem sua madrasta, suas irmãs ou seu pai a reconhecem.
Encantando o príncipe ao ponto dele correr atrás dela até os campos, ela deixou para trás o famoso sapatinho e então seu amado decidiu tentar calça-lo em todas as moças do reino até encontrá-la.

A madrasta estava tão decidida que uma de suas filhas seria a escolhida, que fez com que sua filha mais velha cortasse fora os calcanhares para que o sapato lhe coubesse.
Mesmo desconfiado, o príncipe a levou para um passeio de carruagem quando então encontraram os pombos que falavam com Cinderela.  Eles disseram ao príncipe para olhar nos pés da irmã, pois estavam ensanguentados e certamente o sapato não os pertencia.
Retornando para a casa dela muito irritado, o príncipe decidiu passar o sapato para a outra irmã. E assim como fez com a outra, a madrasta obrigou sua filha a cortar os dedos fora para que o sapato lhe servisse.
Novamente os pombos denunciaram o sangue no sapato, fazendo o príncipe devolvê-la.

Incrivelmente irritado por tentarem o enganar, ameaça punir a todos quando então Cinderela aparece.
O príncipe a reconhece imediatamente, mas ainda assim ela calça os sapatos em sua frente, provando ser a sua amada.

No dia do casamento, a madrasta e suas filhas aparecem para lhe pedirem favores, entretanto os pombos amigos de Cinderela as perseguem e bicam seus olhos até ficarem cegas.

 

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Outras Versões

Exite também a versão onde Cinderela não é tão inocente quanto conhecemos…
Nesta versão seu pai se casa com uma mulher que lhe maltrata. Cansada dos abusos da madrasta, a moça a assassina e instiga o pai para que se case novamente, porém desta vez com uma amiga sua, a empregada da família.
O pai assim o faz, mas para a sua surpresa esta se torna pior que a anterior, sendo esta então a “madrasta má” e dando continuidade a história.


Para completar as versões inaceitáveis, existe uma onde Cinderela é filha de um rei viúvo.
Este rei havia jurado se casar apenas com ma mulher tão bela quanto a falecida esposa, que tivesse os cabelos da mesma cor, e que conseguisse calçar seus sapatos.

Após muito procurar, apenas Cinderela preenche todos os requisitos. Ele então providencia para que seu casamento com sua própria filha seja arranjado.  A princesa, por sua vez, quer fugir do casamento incestuoso.

Fugindo pelo mar em um armário de madeira, ela acaba saindo do outro lado do mundo, onde tem de trabalhar como empregada (praticamente escrava) na casa de uma mulher com duas filhas má.
Daí pra frente começa a historia que conhecemos.

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Conclusão

Sempre existe um fator psicológico que estimula os contos, que os mantém vivos na mente das pessoas até os dias atuais.

Para os psicanalistas, Cinderela traduz o “anseio natural da psiquê humana em ser reconhecida especial e levada a uma existência superior”… afinal, não estamos todos como pequenas gatas borralheiras, esperando por uma grande oportunidade de sermos reconhecidas como especiais e classificados como diferentes dos demais?

Andréia Campos
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16 comentários
  1. Oi Andy, quanto tempo!
    Muito bacana o post, super completo com várias versões da Cinderella – bem diferentes da da Disney, hahaha. Na verdade eu já tinha pesquisado sobre e achei curioso que várias Cinderellas surgiram em diferentes lugares do mundo.

    Beijos, Vickawaii
    http://finding-neverland.zip.net

    • Pois é!
      Também achei curioso terem tantas versões ao mesmo tempo, né?
      E preciso ir lá te visitar mais vezes, mesmo… me atrapalhei com umas coisas, mas vou lá te fazer uma visita, pode deixar! :)

      Beijo!!!!!
      Andréia Campos
      http://petitandy.com

  2. Já tinha lido algumas versões… e algumas são bem sinistras!
    A da Disney continua sendo a mais fofa e minha preferida.
    Beijo

    • AS versões da Disney são sempre lindas… não tem comparação!
      Não é a toa que encanta tanta gente, né? Nem parece que existem outras versões :p

      Beijos!
      Andréia Campos
      http://petitandy.com

  3. Eu já tinha lido o conto dos irmãos grimm e, realmente, é muito sombrio! A disney sempre consegue deixar esses contos mais leves para as crianças…

    beijinhos e parabéns pelo texto!

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